
Oi pessoal da Ágora Digital,
... há muito tempo, em meus tempos de ensino médio me foi requisitado um trabalho sobre Arte no século XX.De 5 anos pra cá, eu sempre me propus a estudar o máximo da cultura mexicana que eu podia alcançar, e seguindo desse parâmetro nesse trabalho escolhi falar sobre a pintora Frida Kahlo. Não sei se por ela ser mexicana, ou pela tragédia que a levou pintar, toda aquela 'história' me levou a escrever sobre ela e apresentar pra sala. Mas hoje, em 2008, eu com um pouquinho mais de idade me dei conta que tudo que me levou a escrever sobre ela não desapareceu e somente amadureceu ao longo dos 5 anos e sobretudo, no ultimo ano cursando História.
Frida é por vezes citada como ' a pintora do século XX'. Mas, pensando sobre isso me auto perguntei porque? Seria por 'inovar' ao pintar seu maior sofrimento em suas telas, ou simplesmente por ter se sobressaído entre as pintoras latinas dessa temporalidade?? Enfiim, achei complexo o que esse amadurecimento transpareceu, mas ao mesmo tempo quis expor aqui na Ágora o que eu concluo até aqui sobre a pintura de Frida Kahlo.
Ao falar de suas obras, eu menciono o seu contexto, sua desgraça ao não poder ser mãe e então daí sua fonte de 'inspiração'. Suas pinturas retratam a genitália feminina destruída, o reflexo e ao mesmo tempo obstáculo que a impediu de realizar o sonho número 1. O sofrimento ao ser trocada por outras pelo marido e a 'cura despeitada' ao se envolver com amantes de ambos os sexos. Essa era a estrutura de Frida. Eu sempre me perguntei a mesma coisa ao saber de determinados fatores da vida da mexicana: Como ela, assim, poderia produzir ARTE? Seria a loucura, a pertubação, a inquietação uma fonte rica dos artistas para produção de obras primas? Ela, assim com Van Gogh, pintava em um tipo de martirio, e isso realmente me fascina. Não que Van Gogh me fascine como ela, acrescento que o mencionei meramente como referência de contexto semelhante em certos pontos.
Disse para um colega que não partiria para uma 'conversa filosófica' em meu 1° texto, mas não há como ao se tratar desse tema. O meu texto original não se tratava meramente desse recorte, mas comecei a escrever e é isso que me chama atenção nesses últimos 15 minutos. Eu talvez, não participarei de certos debates da Ágora, mas certamente que sempre escreverei por aqui certas aflições que a Arte me importuna. Ela, assim com a História que a produz é complexa.
A Arte é humana, produzida por homens, e como de se esperar tem seus reflexos... Sua aflições internas, e o que as aflições externas lhe introduz. E eu, particularmente, prefiro enxergar os homens por seus reflexos, se assim considero a Arte, ela me revela o que sou e o que produzo.
Peço perdão se escrevi e viajei demais no 'sermão', mas prometo me deter em um ponto mais 'específico' na próxima vez, se não me expulsarem daqui.
Dayana.
3 comentários:
haueheiahua
q expulsar o q menina!
muito bom o texto, Frida com certeza é uma artista importante não apenas para o México,mas para toda a arte ocidental tbm!
bom tbm vc ter chamado a atenção para o tema da arte, o q se vê mesmo é uma excessiva preocupação em se discutir temas sociais, políticos, econômicos, etc e etc...
e normalmente se negligencia um campo tão importante e influente em nossas vidas como esse.
Olha que booom ...
vou continuar aki :)
vou começar pagando as promessas de Shakespeare que eu te fiz Sávioo!
beeeeijo pessoaL!
;*
aehhh filha, mandou bem!!!
Com certeza as manifestações artísticas podem ser ditas como códigos/cifras da contemporaneidade, no caso Frida, estás agonias individuais declaram os problemas e preocupações deste tempo, elementos estes que podem ser encontradas em outras formas de expressão e outros artistas.Frida é para a história somente um ponto de ebulição e memória temporal.
Continua mesmo filha!!!!!!!!
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